segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

tudo tem um princípio


Para iniciar o meu primeiro blog e talvez o único quero mostrar uma música de Adriano Correia de Oliveira.
Há muito tempo que não ouvia Adriano e foi com muito agrado que o voltei a ouvir. Era uma memória vaga de infância de quando o meu pai escutava com saudade as suas músicas e volto eu a esse mesmo ponto recordando com saudades essa música e esses tempos. Espero que gostem.

Roseira Brava

Roseira brava roseira
Barco sem leme nem remos
Roseira brava é a vida
Que amargamente vivemos

Roseira brava não tem
Rosas abertas nos ramos
Roseira brava é espinho
Que em nosso peito cravamos

Roseira brava roseira
Rosa em botão desfolhada
Roseira brava é teu rosto
Rompendo da madrugada

Roseira brava no vento
Vai espalhando a semente
Roseira brava é lembrar
Quem se não lembra da gente

Roseira brava roseira
Que o sol de verão não aquece
Roseira brava é o amor
A quem amor não merece

Roseira brava é o ódio
Que vai minando a raiz
Roseira brava roseira
Roseira do meu país

A autoria da letra não sei de quem será, sei que ele recolhia e cantava algumas músicas tradicionais portuguesas, mas sinceramente esta letra não sei se o será... Talvez tenha sido escrita por ele por ter uma certa conotação política. Quanto à música parece-se com as antigas músicas francesas dos anos 60, é bem curioso.
Espero que gostem, decidi colocar o poema aqui por não o ter encontrado na internet. E se puderem oiçam Adriano Correia de Oliveira, tem músicas e letras lindíssimas. Parece velho, mas o velho tem coisas muito boas com que podemos aprender e transmitir aos outros.

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